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Quero regulamentar a visita aos meus filhos. Como definir os dias de convivência?

Família

Quando os pais não moram juntos, é possível regulamentar a convivência para garantir que o filho passe tempo com os dois. Isso pode ser feito por acordo ou pela Justiça, sempre pensando no bem-estar da criança. Ter os dias definidos evita conflitos. Procure um advogado para organizar o seu caso.

Como costuma acontecer

A necessidade de regulamentar as visitas, hoje chamadas de regime de convivência, costuma aparecer após a separação, quando os pais não conseguem combinar de forma tranquila quando e como o filho ficará com cada um.

Sem regras claras, é comum surgirem desentendimentos sobre fins de semana, feriados, férias e datas especiais. Isso prejudica a criança, que fica no meio do conflito dos pais.

Regulamentar a convivência significa definir, por escrito, os dias e horários em que o filho ficará com cada genitor. Quando há acordo, o processo é simples; sem acordo, a Justiça define o regime, sempre levando em conta o melhor interesse da criança.

O que fazer (passo a passo)

  1. 1

    Proponha um acordo

    Converse com o outro genitor e tente combinar um calendário de convivência que respeite a rotina e as necessidades da criança.

  2. 2

    Pense na rotina do filho

    Considere a escola, as atividades e a idade da criança ao definir os dias, para que a convivência seja saudável e tranquila.

  3. 3

    Formalize o combinado

    Registre o acordo por escrito. Um advogado pode ajudar a homologar na Justiça, dando força legal ao que foi combinado.

  4. 4

    Recorra à Justiça se não houver acordo

    Se não for possível combinar, peça ao juiz que defina o regime de convivência. A decisão deve garantir o convívio com os dois pais.

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Direitos envolvidos

  • A criança tem direito de conviver com os dois pais, mesmo que eles não morem juntos.
  • Qualquer dos pais pode pedir à Justiça a regulamentação da convivência.
  • O regime de convivência pode incluir fins de semana alternados, férias, feriados e datas especiais.
  • É possível revisar o regime quando a rotina ou a necessidade da criança mudar.

Documentos e provas úteis

  • Certidão de nascimento da criança
  • Documento sobre a guarda atual, se já existir
  • Comprovante de residência dos pais
  • Registro da rotina da criança (horário escolar e atividades)
  • Mensagens que mostrem a tentativa de acordo sobre as visitas

Perguntas frequentes

Quem paga pensão também tem direito de conviver com o filho?

Sim. Pagar pensão e conviver com o filho são coisas diferentes e independentes. O direito de convivência existe mesmo que haja discussão sobre o valor da pensão.

O outro genitor pode me impedir de ver meu filho?

Não pode impedir sem motivo justo. Se isso ocorrer, você pode procurar a Justiça para garantir a convivência. Impedir o contato sem razão pode até ser considerado alienação parental.

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