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Guia de direito do consumidor

Guia pilar — Consumidor

Seus direitos em compras, contratos, serviços e cobrança — explicados em linguagem clara.

Visão geral

O direito do consumidor é o ramo do direito que regula a relação entre quem compra (consumidor) e quem vende ou presta serviços (fornecedor). O Código de Defesa do Consumidor (CDC), em vigor desde 1990, organiza essas regras e estabelece princípios como boa-fé, transparência, equilíbrio contratual e proteção da parte mais vulnerável.

Na prática, abrange compras, contratos bancários, planos de saúde, telefonia, internet, transporte, educação, turismo, financiamentos e muito mais. Inclui também a chamada responsabilidade do fornecedor por danos morais e materiais quando há falha na prestação.

Temas centrais

  • Vícios e fatos do produto/serviço

    Diferença entre vício (defeito que prejudica funcionamento) e fato do produto (defeito que causa dano além do produto). Cada um tem regras próprias de prazo e reparação.

  • Cobranças indevidas

    Negativação indevida em SPC/Serasa, cobrança de dívida prescrita, cobranças abusivas — possibilidade de restituição em dobro e dano moral.

  • Publicidade enganosa e abusiva

    Quando a propaganda promete algo que não é entregue, ou explora vulnerabilidade — o CDC protege e há possibilidade de indenização.

  • Cláusulas abusivas

    Cláusulas que colocam o consumidor em desvantagem exagerada podem ser declaradas nulas em juízo, mesmo que assinadas.

  • Planos de saúde

    Recusa de cobertura, reajuste, carência, rol da ANS — área com farta jurisprudência.

Quando vale procurar um advogado

  • Quando há recusa de cobertura ou descumprimento contratual relevante
  • Quando o valor da causa supera 20 salários mínimos (acima disso, advogado obrigatório no JEC)
  • Quando há indício de cobrança em dobro, dano moral relevante ou comportamento sistêmico do fornecedor
  • Quando os canais administrativos (Procon, SAC, ANS) não resolveram

Perguntas frequentes

Tudo é relação de consumo?

Não. A relação de consumo exige que o consumidor seja destinatário final e que o outro lado seja fornecedor profissional. Vendas entre particulares, por exemplo, não são relação de consumo.

Vale a pena ir ao Procon?

Costuma valer — gratuito, gera registro e pressão. Resolve boa parte dos casos antes da ação judicial.

O que é inversão do ônus da prova?

Em situações específicas, o juiz pode determinar que o fornecedor é quem deve provar — em vez do consumidor. É um instrumento poderoso a favor da parte vulnerável.

Problemas comuns desta área

Termos do glossário

Decisões reais do STJ

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