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Prisão por pensão alimentícia

Família · Civil

Prisão civil de quem deve pensão alimentícia e não paga, usada como forma de forçar o pagamento.

Explicação

A prisão por pensão alimentícia é a única prisão civil por dívida admitida no Brasil. Não é punição criminal: é um meio de coerção para forçar quem pode pagar, mas não paga, a quitar a dívida de alimentos. Por isso, quem é preso continua devendo — a prisão não apaga o débito.

Em regra, ela recai sobre as parcelas mais recentes em atraso (as últimas devidas antes da cobrança, mais as que vencerem no curso do processo). O devedor é intimado a pagar, provar que já pagou ou justificar a impossibilidade; sem isso, o juiz pode decretar a prisão, em regime separado dos presos comuns e por prazo limitado.

Existe também a cobrança pela via do desconto em salário, da penhora e de outras medidas. A prisão costuma ser um último recurso para o não pagamento das parcelas atuais; dívidas mais antigas seguem por execução comum, com penhora de bens.

Quem não consegue pagar deve procurar a Justiça para pedir a revisão do valor, e não simplesmente parar de pagar. Em qualquer dos lados, procure um advogado ou a Defensoria Pública.

Exemplos práticos

  • Devedor de pensão que é intimado a pagar as parcelas recentes sob pena de prisão
  • Pai ou mãe que pede a revisão do valor por não conseguir mais pagar
  • Credor que executa as parcelas atrasadas com pedido de prisão do devedor

Também conhecido como

prisão civil por alimentos, prisão por não pagar pensão

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