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Rescisão por acordo (demissão consensual)

Trabalhista

Forma de encerrar o contrato de trabalho por acordo entre empregado e empregador, com verbas reduzidas.

Explicação

A rescisão por acordo, também chamada de demissão consensual, foi criada pela reforma trabalhista de 2017. Ela permite encerrar o contrato quando as duas partes concordam, com um pacote de verbas intermediário — menor do que na dispensa sem justa causa, maior do que no pedido de demissão.

Nesse formato, o aviso prévio, quando indenizado, e a multa do FGTS são pagos pela metade. O trabalhador pode sacar parte do FGTS (um percentual do saldo, não a totalidade) e não tem direito ao seguro-desemprego.

É uma alternativa para situações em que ambos querem o fim do contrato, evitando simulações — como a antiga prática de 'combinar' uma dispensa sem justa causa e devolver a multa, que é irregular e arriscada para os dois lados.

Antes de assinar, vale conferir os cálculos e entender o que se ganha e o que se perde nessa modalidade. Em caso de dúvida, procure orientação de um advogado ou do sindicato.

Exemplos práticos

  • Empregado e empresa que combinam o fim do contrato pela via consensual
  • Trabalhador que saca parte do FGTS ao encerrar por acordo
  • Partes que formalizam a demissão de comum acordo em vez de simular dispensa

Também conhecido como

demissão consensual, demissão de comum acordo, distrato trabalhista

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Guia de direito trabalhista

Demissão, FGTS, horas extras, justa causa e seus direitos no emprego.

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