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Dano moral — como o valor é fixado

Civil

Como os tribunais calculam a indenização por dano moral — não há tabela fixa, mas há método e parâmetros.

Como o cálculo é feito

Não existe tabela única. O juiz fixa o valor olhando a gravidade do dano, a repercussão, a capacidade econômica das partes e o caráter pedagógico. O STJ usa o método bifásico: (1) valor-base a partir de precedentes para casos semelhantes; (2) ajuste para mais ou menos conforme as circunstâncias do caso.

O que ter em mãos

  • Provas do dano (documentos, prints, testemunhas)
  • Comprovação da conduta do ofensor
  • Registro do impacto sofrido (negativação, exposição, abalo)
  • Histórico de casos parecidos no tribunal local, se houver

Exemplo prático — passo a passo

Negativação indevida no SPC/Serasa por dívida já paga, sem outras negativações legítimas.

  1. Verifica-se a Súmula 385 do STJ — havendo negativação legítima anterior, não cabe indenização
  2. Valor-base (1ª fase) — em negativação indevida, faixas comuns ficam entre R$ 5.000 e R$ 15.000
  3. Ajuste (2ª fase) — sobe ou desce conforme tempo da negativação, reincidência e porte do ofensor

Resultado — Indenização normalmente entre R$ 5.000 e R$ 15.000 nesse tipo de caso — varia muito conforme o tribunal e as provas.

Atenção

  • Súmula 385 do STJ — negativação indevida não gera dano moral se já existia outra negativação legítima
  • O método bifásico foi consolidado pelo STJ (REsp 1.152.541)
  • O valor não pode gerar enriquecimento sem causa nem ser irrisório
  • Dano moral pode coexistir com dano material (prejuízo financeiro comprovado)

Dano moral — como o valor é fixado nas principais cidades

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