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Guia de direito tributário

Guia pilar — Tributário

Impostos, taxas, contribuições, parcelamentos e defesas fiscais — planejamento e contencioso.

Visão geral

Direito tributário regula a cobrança de tributos pelo Estado — impostos, taxas e contribuições. É campo técnico, com várias particularidades por ente federativo (União, estados, municípios).

Engloba defesa em autuações, recuperação de créditos, planejamento fiscal, parcelamento, execução fiscal e questões previdenciárias relacionadas. Empresas costumam ter pessoal dedicado; pessoas físicas, em geral, atuam pontualmente.

Como funciona na prática

O direito tributário trata dos impostos, taxas e contribuições — e do que fazer quando há cobrança indevida, valor pago a mais ou uma execução fiscal batendo à porta. Vale tanto para pessoas físicas quanto para empresas.

Dois movimentos são comuns: pedir de volta o que foi pago indevidamente (restituição do indébito) e se defender de cobranças. Quem recebe uma execução fiscal não deve ignorar — há prazos curtos para se defender, e a inércia pode levar a penhora de bens.

Temas centrais

  • Execução fiscal

    Processo do Estado para cobrar dívida tributária. Defesa via embargos, exceção de pré-executividade ou negociações.

  • Recuperação de créditos

    Identificação de tributos pagos a maior e pedidos de restituição ou compensação.

  • Parcelamentos especiais

    Refis, PRT, PERT e similares — programas que permitem regularizar dívidas com condições especiais.

  • Planejamento tributário

    Estruturação lícita para reduzir carga tributária — escolha de regime, segregação de atividades, holdings.

  • Defesas administrativas

    Antes de qualquer ação judicial, há possibilidade de impugnar autuações na esfera administrativa.

Passo a passo: o que fazer

  1. 1

    Identifique o tributo e o valor

    Veja exatamente qual imposto/taxa está sendo cobrado, a base de cálculo e o período. Erros de cálculo são frequentes.

  2. 2

    Reúna guias e comprovantes

    DARFs, carnês, notificações e comprovantes de pagamento. São a prova do que foi pago e do que está sendo cobrado.

  3. 3

    Tente a via administrativa

    Pedido de restituição, compensação ou impugnação junto ao próprio órgão (Receita, Secretaria de Fazenda, Prefeitura).

  4. 4

    Defenda-se na execução fiscal

    Recebeu citação de execução fiscal? Há prazo para apresentar defesa (embargos) ou exceção de pré-executividade. Não deixe passar.

  5. 5

    Avalie parcelamento

    Quando a dívida é devida, parcelamentos e programas de regularização podem reduzir multas e juros.

Prazos que você precisa conhecer

  • 5 anosPrazo para pedir de volta tributo pago indevidamente (restituição do indébito).
  • 5 anosPrazo de prescrição para a Fazenda cobrar o tributo — passado isso, a execução pode ser extinta.
  • Após a citaçãoNa execução fiscal, os prazos para garantir o juízo e apresentar defesa correm rápido — agir cedo é essencial.

Documentos que costumam ser necessários

  • Guias de pagamento (DARF, carnê, boleto)
  • Notificações e autos de infração
  • Comprovantes de pagamento
  • Declarações (IR, ITR, etc.) relacionadas
  • Citação e cópia da execução fiscal, se houver

Quanto custa (e quando é gratuito)

  • Defesa administrativa: em regra sem custas
  • Ação judicial: custas conforme o valor; pode haver depósito ou garantia
  • Advogado tributarista: honorários conforme a complexidade

Erros comuns que prejudicam o caso

  • Ignorar a citação de execução fiscal e sofrer penhora
  • Perder o prazo dos embargos à execução
  • Não pedir restituição do que foi pago a mais dentro dos 5 anos
  • Parcelar dívida indevida sem antes checar se ela é realmente devida

Direitos que muita gente não conhece

  • Restituição do indébito

    Tributo pago a mais ou indevidamente pode ser restituído ou compensado, dentro do prazo de 5 anos.

  • Prescrição da cobrança

    A Fazenda também tem prazo: cobrança antiga demais pode ser barrada pela prescrição.

  • Defesa sem garantir o juízo

    A exceção de pré-executividade permite alegar certas matérias na execução fiscal sem precisar depositar o valor.

Quando vale procurar um advogado

  • Diante de autuação fiscal
  • Quando há tributo pago a maior por longo período
  • Antes de mudanças relevantes na estrutura do negócio
  • Em cobrança de execução fiscal já em curso

Problemas comuns desta área

Termos do glossário

Decisões reais do STJ

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