Pular para o conteúdo
AdvAqui
Criminal

Furto e roubo: diferenças, penas e insignificância

Entenda as diferenças entre furto e roubo, suas penas e quando se aplica o princípio da insignificância.

Equipe AdvAqui Equipe04 de julho de 20265 min de leitura

Furto e roubo: diferenças, penas e quando cabe o princípio da insignificância

Furto e roubo são crimes patrimoniais previstos no Código Penal Brasileiro, ambos relacionados à subtração de bens alheios. No entanto, existem diferenças significativas entre eles, especialmente em relação às penas e às circunstâncias que os caracterizam. Neste artigo, explicaremos detalhadamente essas diferenças, as penas aplicáveis e em quais situações se pode invocar o princípio da insignificância.

O que é furto?

O furto é definido no artigo 155 do Código Penal Brasileiro. Ele ocorre quando alguém subtrai, para si ou para outrem, coisa alheia móvel, sem o consentimento do proprietário. O furto pode ser classificado em diversas modalidades, como:

  • Furto simples: Aquele que ocorre sem a presença de circunstâncias agravantes. Exemplo: pegar um celular que estava em cima da mesa de um bar sem que o dono percebesse.
  • Furto qualificado: Ocorre quando existem circunstâncias que agravam a conduta, como o uso de chave falsa, a destruição de obstáculo à subtração ou o furto cometido em casa alheia. Exemplo: arrombar a porta de uma residência para roubar objetos.

O que é roubo?

O roubo, por sua vez, é tipificado no artigo 157 do Código Penal. Ele envolve a subtração de bens alheios, mas com o emprego de violência ou grave ameaça. Assim, o roubo é considerado mais grave que o furto. As modalidades de roubo incluem:

  • Roubo simples: Quando a subtração ocorre mediante violência ou ameaça, mas sem circunstâncias que aumentem a pena.
  • Roubo qualificado: Quando há emprego de arma, concurso de pessoas ou quando a vítima é reduzida a incapacidade de resistência. Exemplo: apontar uma arma para alguém para roubar sua bolsa.

Diferenças principais entre furto e roubo

As principais diferenças entre furto e roubo residem na forma como a subtração ocorre e na gravidade das penas. Enquanto o furto é realizado de forma sorrateira, o roubo envolve a coação da vítima. Essa distinção é crucial para a aplicação das penas e para a tipificação dos crimes.

Penas para furto e roubo

As penas previstas para o furto e o roubo variam de acordo com a gravidade do crime e as circunstâncias. No caso do furto simples, a pena é de 1 a 4 anos de reclusão e multa, conforme o artigo 155 do Código Penal. Para o furto qualificado, a pena pode variar de 2 a 8 anos, também dependendo das circunstâncias agravantes.

No que se refere ao roubo, a pena para o roubo simples varia de 4 a 10 anos de reclusão e multa, conforme o artigo 157 do Código Penal. Já o roubo qualificado pode resultar em penas que vão de 5 a 15 anos, dependendo da gravidade da violência ou da ameaça empregada.

Princípio da insignificância

O princípio da insignificância é uma teoria que pode ser aplicada a certos casos de furto, em que o valor do bem subtraído é tão ínfimo que não justifica a intervenção do Estado. Esse princípio é aplicado com base no entendimento de que não se deve punir condutas que não causam dano significativo ao bem jurídico tutelado.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já se manifestou sobre a aplicação do princípio da insignificância em diversos julgados. Um exemplo é o HC 373.292, onde se decidiu que a subtração de bens de pequeno valor (até R$ 10,00) poderia ser considerada insignificante, não merecendo a pena de prisão.

Quando cabe o princípio da insignificância?

O princípio da insignificância pode ser aplicado em situações onde:

  • O valor do bem subtraído é irrisório, geralmente considerado abaixo de R$ 10,00 a R$ 20,00;
  • Não houve violência ou grave ameaça à vítima;
  • A conduta do agente não representa periculosidade social.

Exemplos práticos de furto e roubo

Para ilustrar as diferenças entre furto e roubo, vejamos alguns exemplos práticos:

Exemplo de furto simples

Um jovem entra em uma loja e, sem que o vendedor perceba, coloca um produto de baixo valor em sua mochila. Ao sair, é abordado e detido. Nesse caso, trata-se de furto simples, pois não houve violência.

Exemplo de furto qualificado

Uma pessoa arromba a porta de uma casa para roubar bens de valor, como eletrônicos e joias. Aqui, temos um furto qualificado, pois houve o uso de um meio que dificultou a defesa do proprietário.

Exemplo de roubo simples

Um homem aborda uma mulher na rua, utilizando força física para tomar sua bolsa. Esse é um caso de roubo simples, pois houve violência.

Exemplo de roubo qualificado

Um grupo de indivíduos invade um estabelecimento comercial armados e ameaça os funcionários para roubar o caixa. Trata-se de um roubo qualificado, pois envolve o uso de armas e a participação de mais de uma pessoa.

Como se defender em casos de furto ou roubo

Se você ou alguém próximo está sendo acusado de furto ou roubo, é fundamental buscar a orientação de um advogado especializado. O profissional poderá analisar o caso concreto, verificar as circunstâncias e auxiliar na defesa, considerando aspectos como:

  • Se há possibilidade de aplicação do princípio da insignificância;
  • A forma como a acusação foi realizada;
  • As provas apresentadas contra o acusado.

Quando procurar um advogado

É essencial procurar um advogado em diversas situações, como:

  • Ao ser acusado formalmente de furto ou roubo;
  • Se houver a necessidade de defesa em um processo penal;
  • Quando se deseja entender melhor os direitos e deveres em situações de acusação;
  • Para verificar a possibilidade de aplicar o princípio da insignificância.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre furto e roubo?

Furto é a subtração de bens sem violência, enquanto roubo envolve violência ou ameaça.

Quais são as penas para furto simples?

A pena para furto simples varia de 1 a 4 anos de reclusão e multa.

Quando posso alegar o princípio da insignificância?

Quando o valor do bem furtado é irrisório e não houve violência.

O que caracteriza o roubo qualificado?

O roubo qualificado é caracterizado pelo uso de arma ou concurso de pessoas.

Quando devo procurar um advogado?

Quando você ou alguém próximo é acusado de furto ou roubo, para garantir uma defesa adequada.

Precisa conversar com um advogado?

Esse artigo é informativo e não substitui orientação profissional para o seu caso específico. Use o diretório AdvAqui para encontrar advogados verificados na sua cidade.

Encontre advogado na sua cidade

O que você deseja fazer agora?

Quatro caminhos práticos — escolha o mais útil pro seu caso.

Para advogados

Sou advogado e quero aparecer aqui

Apareça quando alguém procura um advogado na sua cidade. Leva menos de 2 minutos e não custa nada para começar.